Camisetas — Beatland
Como transformar o fandom da música eletrônica em design de lifestyle. Este case apresenta a estratégia por trás da primeira coleção da BTLND Store: uma linha genderless que desconstrói referências de ícones como Steve Angello e Calvin Harris em uma estética minimalista, desenhada para transitar entre a energia dos festivais e a funcionalidade do cotidiano.
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Design
Art Direction
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Client
Beatland
Design de moda para música eletrônica costuma cair no clichê do neon ou do literal. Na primeira coleção da BTLND Store, decidimos seguir o caminho oposto: transformar a energia do festival em estética de rua. O objetivo era claro: criar uma marca de vestuário para uma comunidade nichada sem entregar “uniformes” datados, mas sim peças que pertencem tanto ao front de um palco quanto ao cotidiano urbano.
A estratégia:
Design agnóstico
e o conceito
"all-day wear"
A premissa do projeto foi a versatilidade absoluta. No desenvolvimento do conceito, aplicamos uma visão de estratégia de lifestyle onde a peça não dita o contexto. O corte sem gênero (genderless) não foi apenas uma escolha ética, mas uma decisão de UX de produto: ampliar o alcance da marca e garantir que o caimento e a estética fossem fluidos.
O resultado é o que chamamos de All-Day Wear. Uma curadoria de peças pensadas para quem vive a música eletrônica, mas não quer estar fantasiado. É a roupa que funciona no festival, no café da manhã ou em uma reunião de criativos.
Curadoria visual:
O fandom como
elemento gráfico
Para atrair e conectar com o público entusiasta, a curadoria visual baseou-se na desconstrução de referências e no reconhecimento de ídolos. A peça “The Big Boss” utiliza tipografia gótica para referenciar a autoridade e o impacto de Steve Angello, dialogando com a estética sóbria e minimalista que domina as capitais europeias. A energia das pistas de Calvin Harris é traduzida graficamente na estampa “Hype”, que utiliza o título de uma de suas tracks mais icônicas para criar um design de impacto tipográfico.
O mistério e a união do Swedish House Mafia aparecem na peça que utiliza o rosto em colagem digital fragmentada, fugindo da fotografia promocional padrão para entregar um visual mais artístico e disruptivo. A primeira coleção da BTLND Store prova que o design para música eletrônica pode ser elevado. Unir o reconhecimento de marca (através de referências que o fã identifica de imediato) com uma estética limpa e funcional é o que separa um produto de merchandising comum de uma marca de lifestyle real.